“quem brifa, aprova.”

Semana passada assisti à uma palestra da Precision Marketing, empresa parceira da Occa, sobre o brief. Este famoso item que parece ser tão óbvio e ao mesmo tempo um dos maiores criadores de desperdício de tempo e dinheiro em um projeto de comunicação. O famoso telefone sem fio. Todo mundo tem uma histórinha destas para contar. Que seguem sempre o mesmo enredo:

1º erro:
pedem para você contatar o estudio/agência e passar todas as informações (que às vezes ninguém disse quais são), o brief.

2º erro:
o estúdio/agência começa a criar mesmo sem tirar as dúvidas de um brief mal escrito ou mesme sem receber o brief.

3º erro:
como o estúdio/agência não sabe qual caminho seguir, apresenta algumas opções de layout. mínimo 3.

4º erro:
você que pediu a peça não sabe se é isso mesmo. Mesmo porque são várias opções/alternativas/soluções.

5º erro
quem aprovará o material terá contato com a peça pronta, sem ter tido uma conversa sequer com os envolivdos na criação. E aí surgem os franksteins: “Pega a foto deste e coloca o título do outro. Tudo com o laranja da 1º opção….”

Quem aprova, tem que brifar. Conversar com o estúdio/agência para que eles entendam o que se quer transmitir, as expectativas, quem deve ser sensibilizado com a mensagem. E aprovar o plano de ação, o conceito, a estrutura e então o layout. Não deixar para “…ajustar no layout.”

Assim o resultado é mais rápido, consistente e eficaz.





O impacto do design de um logotipo

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O Valor Econômico publicou no dia 03/01 um artigo do Financial Times sobre as críticas negativas que o logotipo das Olimpíadas de Londres 2012 vem recebendo por parte do público e da mídia londrina desde que foi apresentado em meados de 2007. A agência de design optou por “inovar” e, segundo seu criador, “ir contra o bom gosto”, buscando atrair o interesse do público jovem, amante da tecnologia, irreverente e multicultural. O artigo critica a forma vaga usada pelos designers para descrever os valores e objetivos na criação da marca.

A crítica do autor é válida. O logotipo deve, antes de mais nada, falar por si só, e transmitir uma mensagem e conceito que sejam sua razão de ser, a qual o seu público consumidor se identifique. É bem verdade que o desafio de se fazer uma marca irreverente em 2006 e que se mantenha inovadora em 2012 num cenário dinâmico, com evoluções exponenciais que vivemos, é grande. Deve-se ter em conta também o público-alvo. Ainda não se sabe se a quebra deste paradigma será positiva ou negativa. Mas a gestão e estratégia de comunicação, valorizando a internet e os meios digitais, é bem interessante.

O artigo cita ainda um exemplo de quebra de paradigma com resultado positivo. A recriação da Andersen Consulting em Accenture. No ínício, a marca criada recebeu grandes críticas, porém, com o passar do tempo e uma construção de comunicação e estratégia forte, o novo logotipo aumentou o reconhecimento e valores intangíveis da marca. Vale ressaltar, que isso só é possível quando a criação do logotipo é sustentada por uma gestão consistente e coerente com objetivos e valores estabelecidos para a imagem e comunicação da marca.

O design e a comunicação visual são uma forte ferramenta estratégica para transmitir a essência e o posicionamento de uma marca/empresa. Além de senso estético e impacto visual, a solução deve envolver e gerar uma experiência positiva de contato das pessoas com a marca. Esta é a premissa que usamos em todos os projetos desenvolvidos pela Occa.

Desejamos um feliz 2008 para todos os nossos clientes, parceiros, amigos e visitantes de nosso blog. Esperamos que este seja um ano de ainda mais sucesso e crescimento profissional. O que significa sucesso e crescimento para as marcas que criamos e para as quais trabalhamos. Em breve escreveremos mais artigos sobre a importância e os reflexos do investimento em design, comunicação e imagem de marca nos negócios.





Focus Group

Pesquisas precisam ser feitas. Precisam ser feitas da maneira correta. Veja como pode-se acabar com um dos melhores comerciais de todos os tempos. Se dependesse das pessoas que participaram deste focus group ou de quem as selecionou, ele não teria existido.